Veículo foi incendiado na manhã desta quinta-feira (15), por volta das 9h30.
Foram registrados ataques em 10 cidades do estado desde segunda (12).
em SC (Foto: Bianca Ingletto / RBS TV)
Marcelo Lima Leite disse, em entrevista à RBS TV, que deixou o medo em segundo plano diante da possibilidade de que o incêndio chegasse até a casa da sua mãe: "Não tinha muita opção", justifica.
"Onde estacionei o ônibus era uma área de menos risco. O ônibus estava bem na frente da nossa casa e o fogo estava se alastrando bastante. Corria o risco de incendiar o prédio. Fiquei com um pouco de medo, porque tinha muita fumaça. Foi ruim de respirar dentro do ônibus", relata Marcelo.
Segundo o sargento João Passos dos Santos, do Corpo de Bombeiros de Itajaí, chamas e fumaça chegaram a 15 metros de altura. Apesar da tentativa, os bombeiros não conseguiram evitar que o ônibus ficasse destruído. As autoridades esperam identificar os dois criminosos. O veículo incendiado possui câmera de segurança e a polícia vai avaliar se é possível obter as imagens.
Desde segunda-feira (12), só na cidade de Itajaí, cinco incêndios foram registrados pelos bombeiros. Quatro carros estacionados na rua e um ônibus, na garagem, foram atingidos com coquetel-molotov.
Ataques no estado
A Polícia Militar de Santa Catarina afirmou, em balanço divulgado na manhã desta quinta-feira (15), que 30 pessoas foram detidas e 58 suspeitos foram identificados por envolvimento nos ataques realizados há três dias no estado.
Pelo menos 38 ataques foram registrados em 10 cidades catarinenses – Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Gaspar, Navegantes, Itajaí, Blumenau, Criciúma e Balneário Camboriú. Diversos ônibus, um carro da Polícia Civil e alguns veículos particulares foram incendiados. Também foram disparados tiros contra bases da PM e presídios.
Autoridades de segurança de Santa Catarina apuram a hipótese de que os ataques estejam relacionados a denúncias de maus-tratos em presídios do estado. Segundo o delegado geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro, a principal linha de investigação aponta que há um grupo de presidiários que mantém contato com as ruas e coordena os ataques. "Mas não podemos detalhar para não atrapalhar as investigações", explicou o delegado.



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